17 de abril de 2015

Verão em Dubrovnik

A Croácia. Dubrovnik, mais precisamente. Um dos - muitos - destinos a riscar da lista e, sorte a nossa, isso acontecerá já no próximo Verão. A enseada de água cristalina povoada por barcos de pescadores, as praias, as casas em pedra - uma atrás da outra atrás da outra numa impossível e atabalhoada harmonia -, a catedral, as ruas estreitas, o cheiro a felicidade. Estou cá, mas a minha imaginação já está lá (chega sempre primeiro!) e, apesar de ser só em Julho, já há um ficheiro no computador com coisas para fazermos. Suponho que a ansiedade e a antecipação inerentes à preparação de uma viagem são o que tornam isto de conhecer novos sítios tão bom. Já sabem, conto com as dicas de quem teve o privilégio de já lá ter ido.

E na mala? Na mala podia ir isto. Muita cor a contrastar com a usual monocromia que habita por estes lados. Mais padrões, mais sentido de humor na roupa. E nos acessórios também. Porque o Verão assim o pede e não lhe gostamos de desobedecer. Pássaros a levar a toalha, bulldogs franceses nos pés - estas Havaianas deixam-me bem disposta! -, uma clutch cheia de inspiração étnica, o chapéu debruado da Bimba y Lola, o colar impossivelmente sofisticado da nova colecção da CINCO, a leve e prática Futah, os óculos que se chamam "So Real", mas que são "unreal" de tão bonitos, o fato-de-banho da Latitid que já anda debaixo de olho há meses e que agora está em promoção, sem esquecer o cuidado com a pele por conta da Avène que está, por sinal, com desconto na Dermclick.

E não ia bem acompanhada se levasse isto tudo comigo? Ia, pois.  

16 de abril de 2015

Diz que dá saúde


Convenhamos que: eu sou a miúda da tábua de enchidos e não a miúda de ficar com um peso na consciência cada vez que trinca um pão com queijo. A minha relação com a alimentação é muito descontraída e acho que anda aí um certo frenesim em torno do assunto e alguns moralistas que acordam determinados a ser saudáveis (pessoas que se levantam às 5h da manhã para bater recordes de tempos de corrida, go home, you're drunk) e chateiam-te todos os dias por causa das tuas escolhas. Não se pode beber leite, não se pode comer isto, não se pode comer aquilo, não se pode respirar, não se pode piscar os olhos. Uff. Vivesse eu, que ainda por cima sou um bom garfo, debaixo desse "jihadismo da comida e do exercício físico" e dava em maluca. Acho muito bem que nos cuidemos. Já exageros não é comigo.

Aqui em casa, se há coisa em que não se poupa é na comida. Gostamos de ir aos sítios onde encontramos ingredientes frescos, seja peixe, carne, fruta ou legumes. Também não encontram vinte pacotes de bolachas, outros tantos de batata frita, refrigerantes ou chocolates. É raro, muito raro. Pelo contrário, há sempre sopa feita, fruta e muita água ao longo do dia. Isto para dizer que, se não somos exemplares, também não somos uns despreocupados e acabamos por ter uma alimentação equilibrada. Aliás, acho que esta coisa de alimentação saudável é muito subjectiva e tem muito que se lhe diga.

Mas continuando.

15 de abril de 2015

Quase Ellery


Só não é Ellery na etiqueta porque, de resto, ficou tão parecida com a original que eu nem queria acreditar quando vi o resultado final. É caso para dizer que quem não tem Ellery, caça com dona Idília, a costureira e modista mais querida de Hamburgo. A verdade é que nunca tinha mandado fazer roupa para mim. Já tinha pensado várias vezes no assunto, mas a preguiça de andar a pesquisar imagens de todos os ângulos, encontrar uma pessoa de confiança, fazer provas, entre outras coisas, falou sempre mais alto. Eu já gosto pouco de experimentar roupa em lojas e privilegio sempre o on-line shopping, quanto mais andar nessas andanças. Mas, esta blusa entranhou-se em mim - e um bocadinho em todas nós - através das várias imagens de street style que me foram aparecendo nos Tumblr do costume e foi a primeira que me motivou a procurar uma costureira.

14 de abril de 2015

Enfim nossa


"Tens fotografias tão bonitas. Que máquina usas?", perguntam-me, de quando em vez, uns muito generosos seguidores no Instagram e no blogue. Uso o iPhone. Ou melhor, usava. Agora, vou ter uma resposta melhor para dar.

Não é linda? 

Depois de anos a suspirar por uma boa máquina fotográfica, eis que chegou o dia. Sou entusiasta de fotografia e sentia a lacuna de não ter uma máquina para as viagens, para o blogue, para o dia-a-dia (por que não?) e até mesmo para os simples - e deliciosos - passeios de fim-de-semana nesta cidade tão bonita e que tanto me inspira a "disparar". O iPhone foi colmatando essa falha, mas não chegava.

13 de abril de 2015

Cabo das tormentas



Viajar é bom, viajar com a Sisley é ainda melhor, fazer malas é o terror. Ai e o peso a mais, ai e não dá para me guardares isto na tua mala?, ai a balança só pode estar avariada, ai menina, deixe lá passar, são só mais dois quilos. Quem não passa por estes momentos dramáticos pré-voo, um bocadinho a tender para a tragédia grega?

Na última viagem que fiz, pedimos uma mala de cabine emprestada a uma amiga. Sim, porque eu tenho uma fofinha da Women'Secret que me acompanha há anos, mas o rapaz cá de casa ainda não comprou nenhuma porque acha sempre que "a mochila chega" até que chega ao dia em que não chega. Passo a repetição. A nossa amiga fez o obséquio de nos ceder a dela e, como a mala era maior, rapidamente passei a minha verde às bolinhas para as mãos do meu namorado e fiquei eu com a dela. Tudo em prol do meu sossego e sem querer saber se ele ficava ou não com a masculinidade lesada por levar a minha.

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