27 de Novembro de 2014

Os óleos da Caudalie


Parece que na próxima semana, habemus cinco graus negativos em Hamburgo, coisa para me deixar logo a pele num estado pouco bonito de se ver não fosse estar constantemente a passar do calor quase tropical da minha casa (das lojas, dos cafés, entre outros) para a rua. A pele fica mais seca, o tira-e-põe dos cachecóis e dos casacos irritam-na (a ela e a mim também) e há que recorrer a cuidados de emergência.

Eu estou bem preparada porque mulher prevenida vale por duas. Na verdade, já me tenho vindo a preparar desde há alguns dias até esta parte. Quando chego a casa, a primeira coisa que faço é remover a maquilhagem e pôr umas gotinhas daquele frasco verde que ali vêem. Bem sei que diz que é um cuidado de noite, tem uma lua e tudo para não haver margem para dúvidas. Mas, aqui escurece às quatro da tarde, sim? É da Caudalie - e de onde havia de ser? - e dá pelo nome de Polyphenol C15 Huile de Nuit Détox (30€). Adequa-se a todos os tipos de pele. Ao lado, o Vinosource Huile de Nuit Nourrissante (27€) para pele secas e muito secas. Bom, agora que o bicho vai pegá, vou passar para o Vinosource. A minha pele sensível - oh para mim toda princesa - pede uma solução mais radical. No entanto, quando a temperatura voltar a números decentes e dignos para a humanidade, retomarei, por certo, o Polyphenol. Seja qual for a vossa opção, vocês vão notar a pele mais aveludada e bonita. Em alguns casos, a pele pode mesmo entoar de alívio um 'Hallelujah' do Jeff Buckley.

26 de Novembro de 2014

Enrolada em Inverno

Cachecol ASOS, Anel Jane Koenig,
Relógio Daniel Wellington
(15% de desconto na compra de um com o código "laissezmoi"; têm até 30 de Novembro!)
Era o meu "tenho que ter" da estação. Um cachecol grande, enorme, uma manta na qual me pudesse enrolar nos dias frios. Ainda não tinha encontrado o tal, até esbarrar neste na Asos que cheguei a partilhar na minha página de Facebook. E lá veio ele. Ajudar-me neste Inverno que na próxima semana se vai esconder por baixo dos zero graus e não há como sair à rua com o sentimento de que ainda estou em casa embrulhada na manta do sofá. Assim, se me pedissem para eleger o acessório da estação, seria sem dúvida aqui que recaía a minha escolha. Um elemento effortless mas muito elegante. E mais! Á utilidade, junta-se-lhe a versatilidade na forma de o usar e, ainda, a diversão de acrescentar mais uma camada ao visual. Pelo site, já ando a namorar outros. Vejam lá se esteeste e este não vos parecem bem. Estou sim, Pai Natal?

Cardigan Only na ASOS, calças H&M e sapatilhas VANS na SPARTOO

25 de Novembro de 2014

Praga #3 - Estadia, cafés e restaurantes


E este é o terceiro e último post sobre a minha viagem a Praga. Prometi deixar o meu roteiro e várias dicas e como não sou pessoa de faltar à minha palavra, aqui ficaram. Informação sobre esta cidade encontra-se amiúde on-line. No entanto, acho que é sempre bom lermos um relato mais personalizado e menos saído do Wikipedia, se é que me entendem. Pelo menos, eu prefiro! Assim, vou hoje escrever sobre o sítio onde ficámos a dormir e sobre o que comemos e bebemos por terras checas. Foram apenas quatro dias e ficaram, certamente, muitas coisas por conhecer. O pouco, contudo, valeu a pena. Oh! Se valeu. Até porque a gastronomia é parte essencial da cultura de um país e não pode - nunca, never, jamééé! - ser deixada para trás. Na verdade, a comida vem sempre em primeiro, mas isso é outra história. 

Kafka Snob Food 


Se leram os textos anteriores, já ficaram a saber que não faltam referências a Kafka na cidade. Onde ele viveu, onde ele nasceu, onde ele escreveu. Praga é o Kafka e o Kafka é Praga. Este é um dos cafés mais emblemáticos lá do burgo por ser o que o autor frequentava com frequência. Começo já por dizer-vos que tem casa na rua Siroká, números 64/12. E digo isto porque existem tantos cafés com o nome dele que é muito fácil ir ter a outro qualquer. Ora, a minha primeira impressão foi: "Olha, que café tão giro! Mas não é o que vi na fotografia." E, de facto, não era. Muito menos o nome. Snob Food, disse? Hmmm, suspeito que o meu pequeno Franz não ia gostar. A primeira vez que fomos lá, achámos que tinha sido um engano e acabámos por beber as nossas limonadas alheios ao facto de que estávamos, realmente, no sítio certo. 

24 de Novembro de 2014

O tempo é uma "Short Story"


Cada vez mais me convenço disso, de que o tempo é apenas uma "short story" e ela basta-nos para dentro encaixarmos o que nos faz felizes. E o que nos faz felizes é um momento. E outro, e outro. E nem eles somados fazem um todo porque se encerram em si mesmos. Mas nem sempre vemos isso com clareza, procuramos a plenitude e essa procura é um desperdício. De tempo. O meu tempo é absorver a beleza do que vejo em viagem, é um preguiçoso pequeno-almoço a dois, é a chuva e o frio do fim-de-semana não abafarem a minha vontade de ir comprar flores frescas para casa. É sentir esse perfume e pousá-lo em cima da mesa da sala. O meu tempo, os meus momentos constroem-se nesta cidade que agora se veste de Inverno e que bonita fica também assim. Pode ser - e é - a mensagem que a minha mãe me manda todos os dias mal acorda. "Olá filha!". Olá, mãe! O meu tempo podia viver dentro dessa exclamação. E agora vive na espera impaciente até ao Natal. Começou ontem, dia 23. Só falta um mês para o avião pousar. Percebem? São as pequenas coisas mas nunca as coisas pequenas.


E o meu tempo, que antes andava no telemóvel e agora anda no pulso, é contado pelos ponteiros elegantes do meu relógio. É como usar máquina digital e voltar a analógico. Até mesmo a estética deste relógio - para mim mais do que um mero objecto porque a elegância é saudável e deveria ser sempre parte da vida - me relembra a intemporalidade do que é bonito. Os vossos momentos também merecem ser assim contados e, como tal, ofereço-vos o código promocional laissezmoi para usufruírem de 15% de desconto no momento da compra de um relógio Daniel Wellington. O estilo clássico empresta-se a muitas ocasiões e podem ver na secção "acessórios" as diferentes braceletes para irem trocando conforme o estado de espírito. Não há tique, nem taque (dizem que é neste sons que o tempo fala) que se faça de forma entediante. Ou há. Mas assim custa menos. 

21 de Novembro de 2014

Praga #2 - A ilha de Kampa e o Castelo

A Ilha de Kampa 


Saem da Ponte Carlos do lado de cá (o do castelo), descem umas escadas à esquerda e entram naquele que é uma espécie de oásis. A Ilha de Kampa. Menos barulho, menos turistas, menos. Não fosse esta a zona que abriga o Mural de John Lennon. E não é ele um indelével símbolo da paz? É, pois. Infelizmente, dois estudantes, no início desta semana, acharam que seria excelente ideia pintar o Mural de John Lennon de branco por acharem que estava na hora de lhe dar um novo começo. Enfim. "Não se pode fazer nada destas pessoas, mas também não as podemos deitar fora", já escreveu Irvin Yalom. O Mural tem - e uso o presente porque nem a estupidez lhe abafará a importância - uma importância enorme numa cidade que foi dominada e reprimida pelo comunismo durante longas décadas. Era controverso e subversivo, os jovens deixavam - e ainda deixam - lá as suas mensagens, escreviam as letras das músicas do John Lennon o que espicaçava o governo da época que os chamava de alcoólicos, atrasados mentais, entre outras coisas. Pelos vistos, tivemos a sorte de ainda o ver pintado, com folhas outonais aos pés, caídas, como também caiu o regime na Revolução de Veludo (que tem este nome por ter acontecido sem recurso à violência, tal como o nosso 25 de Abril).


19 de Novembro de 2014

Praga #1 - A Cidade Velha, o Bairro Judeu, Malá Strana e a Ponte Carlos (Rio Vlatva)

Ainda agora voltei e já quero voltar. É fácil apaixonarmo-nos por Praga que nos envolve e não nos devolve. A cidade que inspirou Kafka que lhe chamava de "querida pequena mãe". E é. É mágica, é um palco e tudo lá parece "um faz de conta". E é. Porque uma cidade assim não é coisa real. Não é. É um violino qualquer a tocar, são as marionetas em madeira, o gótico, o barroco, o relógio da torre que nos interrompe a fantasia e nos chama para a realidade. Porque até os sonhos têm que ter um compasso. Pois têm. Praga é o Vlatva atravessado pela Ponte Carlos que nos leva à Malá Strana e depois ao castelo e depois ficamos por lá a imaginar as estórias que ele nos contaria se falasse, mas "nem as paredes confessam" e, certamente, não aquelas. Aquelas não. Até porque Praga não seria Praga e os segredos que lhe pertencem fossem deslindados. E dizem para passarmos a mão nas estátuas da ponte porque dá sorte e eu pergunto-me que sorte quer esta gente mais do que poder estar ali a contemplar aquela cidade aristocrática tocada por anjos e contada por Kafka, por Kundera, por Mozart. Praga emprestou-se ao mundo e a sorte do mundo é essa. E, apesar do mundo inteiro estar lá, ela tem qualquer coisa de menina, de inocente, de solitária. E não há nada mais certo e inteiramente nosso do que a solidão.

Praga também é o mural de John Lennon com desenhos e frases a interromper a mão pesada do comunismo. São versos de música a inspirar a revolução que se fez coberta de veludo, sem violência. John lives. 

Tinha que vos escrever esta introdução. Porque quero voltar, porque gostei muito e porque foi a única cidade que teve a habilidade de emocionar na despedida. Esta cidade é um milagre. And you may say I'm a dreamer but I'm not the only one. 

Vamos passear.

A Torre do Relógio e a Cidade Velha


Foi esta a nossa primeira paragem, o coração da cidade. Em checo a Staromestske Namesti, em português a Praça da Cidade Velha. É nela que o gótico e o barroco se encontram por via da Catedral Tyn e da Igreja de São Nicolau, respectivamente. O relógio astronómico - Orloj - vai avisando as horas às milhares de pessoas que por lá passeiam e, se subirem a torre, têm uma visão panorâmica do local. É essencial que o façam. É de lá que conseguem, realmente, ver a beleza da praça e a imponência de toda a cidade que se constrói em milhares de casinhas de telhados cor-de-laranja. E eles sucedem-se, uns atrás dos outros, sem ordem certa até que se perdem no horizonte e na base da colina do castelo que, desta perspectiva, nos parece apenas uma promessa pintada a aguarela. Num dia de sol, é um cenário que vão entesourar na vossa mente - e, sobretudo, no coração - para o resto da vida. O meu querido namorado achou por bem irmos pelas escadas e não pelo elevador e eu, pessoa frágil e muito pouco dada a grandes exercícios físicos, ia tendo três paragens cardíacas pelo meio. Ainda assim, dou a mão à palmatória e admito que tem mais piada porque podemos apreciar o edifício e as suas muito estreitas escadas. Ao belo relógio está, no entanto, inerente uma histórica tétrica. O mestre-relojoeiro Hanus foi cegado após a sua construção para que não pudesse reproduzir tal beleza em lugar algum. Em consequência desta acto cruel, o mestre avariou o relógio e ninguém o conseguiu consertar durante um século. Ora, tomem lá. Bem feita! 

Para subirem, o preço de um bilhete para adulto é de 100 coroas checas, cerca de 3,60 euros. Já agora, tenham cuidado lá no topo porque a qualquer momento podem ser empurrados por um qualquer turista japonês desesperado por uma fotografia. Juro que temi pela vida. Aliás, o principal problema de Praga é o excesso de turismo, nem todos o epíteto do civismo. 

Nesta praça, há ainda uma estátua dedicada a Jan Hus, um reformador religioso que foi queimado vivo pela Igreja Católica pelas crenças contrárias às vigentes. Infelizmente, aquando da nossa visita, a estátua estava em obras, daí não ter tirado fotografias. 

A minha parte preferida são as ruelas adjacentes. Percorrê-las sem mapa, mas a perdermo-nos apenas na sua beleza. Fervilham. Pululam com vida, com música. Cheiram a doces acabados de fazer. As fachadas dos edifícios pintam-se em amarelo, azul, laranjas, são lisas, têm desenhos, têm grandes janelas, têm janelinhas. Não há regra e a falta dela resulta numa harmonia inesperada como se tivessem mesmo que estar assim arrumadas nesta Praga. Entre elas, está a Dum U Minuty, a casa preta outrora gótica, mas reconstruída no auge do período renascentista, onde Kafka viveu entre 1889 e 1896 e a Praça Franz Kafka onde o autor nasceu. Não esperem que não fala muitas vezes sobre ele durante estes posts. É o meu cliché preferido.

Mas! Seguindo viagem.

12 de Novembro de 2014

Sobreposições em tons de cinzento

Imagens do Tumblr Fashiion-Gone-Rouge e Naimabarcelona

A Górgona era uma criatura da mitologia grega que transformava em pedra todos os que olhassem para ela. E é nela que penso quando vejo estes looks totais numa das cores da estação: o cinzento.

O cinzento nunca deixou de ser uma cor tendência. Aliás, nem sei se tal coisa existe. Este ano, está particularmente presente nas inspirações que nos vão chegando. Primeiro pela mão dos desfiles de moda (Alexander Wang, Céline, Isabel Marant), depois por via das grandes lojas e, no fim, pelas imagens de streetstyle. Podemos dizer que é o Outono/Inverno das 50 shades of grey (tinha que vir a alusão, que previsível). E é nesse sentido que vem este post. O cinzento não está numa peça. Está em várias peças com texturas e tons diversos que, pasmem senhoras, se usam todas ao mesmo tempo. É uma sobreposição atabalhoada que de atabalhoada não tem nada porque, no fim, é como se aquelas peças todas estivem destinadas a ser vestidas precisamente assim. Quanto a mim, é chique a valer, causa impacto, é imprevisível. Mas! Nada como um bom punhado de imagens para nos inspirarmos. E quanto a vocês, gostam?
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